Minha experiência no Festival Social Good Brasil

O Social Good Brasil é uma organização social que tem como objetivo inspirar, conectar e apoiar pessoas e organizações no uso da tecnologia e inovação para contribuir na solução de problemas sociais. Está sediada em Florianópolis, onde anualmente ocorre o sensacional Festival Social Good Brasil.

Nesse ano o Festival ocorreu em 27 e 28 de Outubro e teve como proposta o olhar para o futuro. O Manifesto oficial do SGB2017 citou:

“queremos agora falar sobre o que vai fazer parte da sua vida no futuro, nos próximos cinco, dez anos: internet das coisas, inteligência artificial, blockchain, direcionamento por dados e muito mais.

Tudo isso sem ter medo da tecnologia e usando ela para o bem. Causando menos impacto negativo no meioambiente e deixando a sua vida mais fácil. Queremos falar e aplicar essas ferramentas de forma acessível, democrática, centrada no ser humano, sustentável e inclusiva. Adaptada para o Brasil, para os brasileiros e brasileiras.”

Como voluntário no Festival desse ano, colaborei no workshop: Como utilizar os dados abertos para o bem – apresentado pelo Leandro Devegili.

O Leandro é Co-Fundador da Data Science Brigade e participa da Operação Serenata de Amor – uma iniciativa incrível que foi criada para fiscalizar os pedidos de reembolso dos deputados federais. Já houve deputado bebendo cerveja em Las Vegas, outro pagando R$ 6.500 num jantar e outro abastecendo 30 tanques de gasolina para o seu carro em 1 mês. Não haveria problema se o dinheiro saísse do bolso deles.

Quando foi apresentado o primeiro slide com o termo Data Driven Company, ficou claro que havia muito por aprender.
Comecemos pelo Big Data, esse conceito que surgiu por volta do ano 2000 e que representa a quantidade imensa de dados gerados e armazenados – principalmente com o advento da internet. No início, consideravam-se 3 V’s para analisar esses dados e transformá-los em algo útil: Volume, Velocidade, Variedade. Ultimamente tenho ouvido que mais 2 V’s foram agregados: Veracidade e Valor.

Além de explicar sobre as técnicas aplicadas na Serenata de Amor para definir se um pedido de reembolso é suspeito ou não, o Leandro aplicou 3 exercícios práticos para demonstração do Big Data e alguns de seus métodos de análise.

No primeiro, os participantes deviam se organizar em ordem alfabética com base primeiro nome – eram 60 pessoas, a maioria não se conhecia.
No segundo, com base em hipóteses, supomos qual seria o signo do zodíaco mais presente naquela sala. Mais pessoas interessadas por ciências exatas? Nascidos em novembro (9 meses após o carnaval)?

E por último, com base num questionário foi feito um estudo de perfil para contratação de seguro de automóvel. Perguntas do tipo: você tem filhos? você sofreu acidente de carro nos últimos anos? teu carro é automático ou manual? você come carne? Você Netflix?

De acordo com o resultado, os grupos foram divididos em: teriam um seguro caro, um seguro barato ou o seguro seria negado pela companhia.
Voltando à Data Driven Company, (Empresas guiadas por dados) são corporações que utilizam seus dados para prever as tendências, os hábitos de consumo e tomar decisões racionais.

Partimos para BlockChain e criptomoedas (a mais falada hoje é o BitCoin). Criptomoeda é uma moeda criada com código de computador e não com papel – é dinheiro virtual. Na semana que antecedeu o SGB 2017, cada Bitcoin valia US$ 6.000 (6 Mil Dólares). A valorização nos últimos 2 anos foi de 1000% – e você contente com Tesouro Direto, não?

Alguns restaurantes da cidade de São Paulo já aceitam Bitcoins como pagamento. É possível também enviar Bitcoins para alguém que esteja em qualquer lugar do mundo, como uma filha que faz intercâmbio.
Se o Bitcoin pode ser visto como a moeda, o BlockChain pode ser o banco. Com uma lógica de segurança que funciona com elos de ligação que precisam ser validados entre si, ele possibilita o movimento de transações financeiras por todo o planeta, independente dos atuais controles de bancos centrais ou instituições no meio do caminho. Isso significa agilidade, economia, controle e para muita gente… medo!

Para ilustrar o funcionamento, imagina a relação entre a tua conta bancária e o teu banco. Você resolve realizar um saque ou uma transferência, insere a senha, o banco faz a validação e pronto. Isso seria uma validação centralizada, ou seja, realizada por apenas uma entidade.
Já com o BlockChain a validação é distribuída. Milhares de validadores pelo planeta precisam confirmar que a operação está correta – um validador não conversa diretamente com o outro, porém todos têm conhecimento sobre a base de dados. Dessa forma a validação é mais segura.
A comparação entre os dois tipos de processos de validação seria algo assim:

Há outras utilidades que vão além as transações financeiras, como registro de patentes e contratos diversos. Conheça mais desse sistema distribuído e confiável através dessa matéria da Endeavor.

O principal recado dado nesse workshop foi: atualize-se. Dominar as novas tecnologias pode ser o diferencial para o teu negócio atingir os objetivos esperados – ou mesmo sobreviver.

E como no BlockChain, busque as redes para se fortalecer. Ninguém conhece tudo sobre todos os assuntos. Mas com o compartilhamento e a distribuição de tarefas, certamente somos mais fortes.

Por Rubens Mendonça: empreende em TI, viaja de bicicleta e busca conhecimento e parcerias para causar impacto social de todas as maneiras possíveis. Não suporte cigarro, gosta de frutas, ama a natureza e morre de saudades da sua avó que era pianista e sempre dizia a verdade.

 

 


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